No último dia 05 de abril estudantes do 1º Ano A embarcaram num aventura nas trilhas da caatinga baiana para conhecer o acervo do museu a céu aberto e sua pedras pintadas. O Complexo Arqueológico de Paulo Afonso abriga mais de 100 sítios arqueológicos da região do cânion o São Francisco. É lá que estão gravadas nas rochas e paredes de cavernas sinais e figuras pintados pelos homens primitivos - as pinturas rupestres - quando viviam nesta região há mais de 9 mil anos.
Na década de 1950 esta região foi alvo de ação de populares que quebravam o granito para a produção de paralelepípedos e brita, sem conhecimento da importância histórica, destruíram parte da memória registrada nestas rochas. Lá os estudantes tiveram conhecimento que o calçamento de Jatobá foi feito com as pedras das rochas pintadas.
Para percorrer as distâncias entre as pedras pintadas, contamos com a colaboração da comunidade do Rio do Sal. Sr. Antônio acompanhou toda a visita e explicou como ocorria a extração de granitos, o mesmo trabalhou nesta atividade por muitos anos. Hoje ele recorda que era a única forma de sustento de muitas famílias da região.
As pinturas parecem grafismos, têm formas circulares, sinais geométricos, linhas cruzadas e paralelas. São provas documentais da presença humana nesta região antes da colonização. Povos pré-cabralianos do sertão baiano marcaram sua presença e nos deixaram sua história, permitindo o estudo da identidade do povo sertanejo.
Pedras Pintadas foi o nome que os próprios moradores deram para esta região que ainda sofre com a ação de vândalos. Nesta visita encontramos vestígios da ação humana: pedras quebradas amontoadas para o transporte. Parte da nossa história em pedaços.
Visitamos as localidades do Rio do Sal com suas pedras que parecem verdadeiras esculturas; Lagoa das Pedras e Malhada Grande.
Conhecer as pedras pintadas neste museu a céu aberto, deu significado ao estudo da pré- história brasileira, pois aproximou cada estudante aos tempos mais longínquos da nossa história.
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